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Como iluminar uma idéia

Fonte: Banco Real Grupo Santander

Ter uma idéia genial, um insight, cada vez mais se torna diferencial competitivo e quase que garantia de destaque em grande parte das companhias. Nem todos, porém, são abençoados com o poder das boas idéias. Aí, saber aproveitar oportunidades e colocar características como pró-atividade, organização e responsabilidade à prova, também podem abrir caminhos para uma carreira promissora.

Além dos empreendedores e intra-empreendedores, os gestores de projetos também são jóias raras, muito valorizadas pelas companhias. Estes talentos, por não serem formados nas universidades, são raríssimos. Daí a dificuldade de encontrá-los e, por conseqüência, a valorização de quem possui tal perfil. "Mão-de-obra qualificada é uma dificuldade do Brasil. É raro encontrar um projeto que tenha sido bem planejado. Em geral, o esboço é muito ruim pela má gestão do profissional. Aí, os resultados acabam sendo comprometidos", conta o diretor do Ietec (Instituto de Educação Tecnológica), Ronaldo Gusmão.

Da sombra à luz

Embora nem todos os conceitos aplicados a um projeto possam ser garantia de sucesso, existem regras fundamentais que podem nortear uma proposta inovadora rumo à consolidação. A primeira delas é observar sua viabilidade econômica. Do mesmo jeito que você não compra nada sem pesquisar preços e avaliar as reais necessidades do investimento, não deve fazer isso com um projeto. Na melhor das hipóteses, irá ouvir um "NÃO", acompanhado de uma desconfiança de seu gestor sobre sua identificação com a empresa. Por isso, a primeira pergunta que você deve responder é: quanto vai custar? "O profissional deve ter em mãos um orçamento sério de quanto sua proposta vai significar em termos de custo", ressalta Gusmão.

Outra questão determinante na hora de gerenciar um projeto é avaliar o retorno do investimento, ou seja, identificar de que vale para a empresa investir. Neste caso, muito além do bom-senso do gerente de projetos, é fundamental observar todas as nuances da proposta, o que, nem de longe, significa fechar a cabeça apenas para o valor do orçamento. "Há projetos que, de início, podem não valer o capital investido, mas que podem ampliar o conhecimento do público sobre a empresa ou garantir a valorização da marca, caso ela seja atrelada a valores como responsabilidade social, por exemplo", defende o diretor.

Se você já avaliou e analisou o suficiente, é hora de voltar a atenção ao planejamento. Estabelecer metas e prazos a serem cumpridos em curto, médio e longo prazo. Imprevistos acontecem, o bom gerente de projetos não é aquele que não aceita isso, mas o que estabelece estratégias prevendo possíveis atrasos. "Há projetos que têm sucesso comprometido em função dos prazos. O melhor momento para que uma nova fábrica de cerveja possa estar em funcionamento, por exemplo, é durante o verão. Caso o início das operações atrase em três meses, ela terá de esperar mais nove para obter o lucro inicialmente previsto. Isso impacta na infra-estrutura, contratação de pessoal. Daí a importância no cumprimento de prazos", reforça Gusmão.

Da luz à escuridão

Na opinião de Gusmão, é no quesito cumprimento de prazos que muitas empresas estão pecando, especialmente no setor de tecnologia. "É um problema crônico do mercado, em geral, pela falta de competência dos gerentes de projetos". O problema começa assim: os projetos não têm escopo adequado, aí o gerente não tem domínio e compete a outros profissionais da empresa elaborar escopos mais bem detalhados, o que requer tempo. À medida que ele vai sendo modificado, os prazos vão sendo ampliados, logo, os custos aumentam. "Quando o planejamento é ruim, há impacto em todas as fases", lamenta Gusmão.

O professor do da disciplina de Gestão de Projetos do curso de MBA da FIA (Fundação Instituto de Administração), Marilson Alves Gonçalves, destaca a falta de sintonia entre os profissionais envolvidos. Dentro de uma companhia, dificilmente um funcionário responde sozinho pelo sucesso de uma empreitada. Daí a necessidade de se montar uma equipe de trabalho, o que demanda divisão de tarefas e compromissos. Cada um responde por sua área em todos os sentidos. "Não dá para entrar em conflito ou 'briguinha' porque um não fez o que devia. A equipe deve estar ciente que o nome de todos os profissionais envolvidos estarão em jogo no caso de um revés", alerta.

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