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Utilizando jogos para treinar funcionários

Fonte: Banco Real Grupo Santander

Ao mesmo tempo em que conquistam um grande número de jovens universitários, atraídos pela possibilidade de conquistar expriência de forma lúdica, os jogos de empresa têm chamado a atenção de uma série de companhias, preocupadas com o treinamento de seus funcionários.

Cientes das dificuldades de preparar seus colaboradores, gestores de RH optam por utilizar alternativas lúdicas que colocam o empregado de frente para a realidade que podem enfrentar em situações futuras na empresa - e ainda podem descobrir algum talento empreendedor encoberto por funções burocráticas.

Para alguns especialistas, a grande vantagem é que a empresa pode treinar funcionários em todos os níveis, desde gerentes e diretores a trainees e estagiários. "O mais interessante é em relação ao desenvolvimento do quadro de funcionários. Além de você treinar e formar equipes de altos executivos, as empresas podem preparar também os trainees", diz a organizadora do Global Management Challenge, Márcia Placa. "Simular a direção de uma empresa é uma estratégia muito interessante, porque a pessoa tem a possibilidade de errar, o que na prática não existe."

Para ela, no entanto, estas práticas ainda estão subutilizadas, principalmente se levados em conta os resultados obtidos pelas empresas que já adotaram a prática. "Os jogos de empresa, apesar de estar na moda, ainda não estão completamente disseminados e não têm o devido valor. Eles são uma ferramenta poderosa. O retorno do trabalho tem sido ótimo, é uma ferramenta de aprendizagem viva que pode ser utilizada de forma ousada ou retraída, dependendo da estratégia que a companhia adotar", diz Márcia.

No entanto, segundo especialistas, há um movimento crescente desta utilização. Movimento que, inclusive, se estende para os processos de seleção de trainees e mesmo de funcionários. Para algumas empresas, muitas não satisfeitas com os resultados obtidos a partir de dinâmicas de grupo tradicionais, os jogos têm conseguido mostrar a capacidade do candidato encontrar soluções trabalhando efetivamente em equipe - uma vez que o resultado do grupo depende do desempenho de cada um - e não apenas tentando se destacar dos demais.

Há alguns anos, por exemplo, a Unilever, empresa que atua nos mercados de Higiene e Beleza, Alimentos e Sorvetes, realizou um processo de seleção que reuniu 16.000 candidatos. O método escolhido foi exatamente o jogo de empresas. "Está crescendo o treinamento e desenvolvimento através dos jogos de empresas, bem como a seleção de trainees", diz o professor de Jogos de Empresas da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Fabiano Rodrigues. As empresas começam a perceber que é um treinamento eficaz. É uma metodologia diferente em que o funcionário pratica a gestão."

Para Rodrigues, o setor deve registrar um bom crescimento nos próximos anos, com o aprimoramento dos cursos e a utilização de novas tecnologias, como a própria Internet. "Há um forte tendência de que o setor cresça com novas perspectivas, e ferramentas, utilizando a Internet e ampliando a opção através do e-learning. A tendência é só crescer", finaliza.

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