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Como iniciar no empreendedorismo

Fonte: Banco Real Grupo Santander

Afinal, qual é o momento certo para dar o primeiro passo e iniciar as atividades de um novo empreendimento? Esse questionamento é possivelmente a maior das angústias de alguém que almeja pôr em execução seu projeto para ter o próprio negócio. Em uma situação ideal, um plano de negócios bem-feito, concebido de forma realista, funcionaria como um farol, pois explicitaria todas as variáveis e indicaria se falta ou não alguma coisa para começar.

No entanto, a saída para o empreendedorismo que nesse momento está latente pode ser oriunda de fatores que tornam mais urgente a decisão, como uma demissão, a necessidade de assumir os negócios da família em caráter emergencial, o convite de um amigo para se tornar sócio, o encontro do ponto ideal ou mesmo uma alteração no mercado, que torna o momento especialmente favorável para partir para a ação. Quando a urgência surge, como saber se tudo está realmente pronto?

"A verdade é que nunca vai se estar 100 % pronto e, em alguns momentos, o empreendedor tem de abrir a mão do ótimo para conseguir o bom e obter o ótimo depois", afirma Juliano Seabra, diretor de Educação do Instituto Endeavor, para quem a avaliação deve levar em conta uma análise estritamente matemática e outra de caráter totalmente psicológico. A avaliação na ponta do lápis é para saber se o empreendedor terá caixa para enfrentar algum período sem os ganhos - ou com ganhos menores - que ele tem até aquele momento.

Já com relação ao preparo emocional, Seabra acredita na necessidade de uma conversa franca consigo mesmo que defina se o potencial empreendedor realmente se sente apto ao tipo de vida de quem toca um negócio, que normalmente exige mais tempo e esforço do que um emprego tradicional. "É um tipo de modelo mental diferente do que está habituado um empregado, um executivo ou um estudante", comenta.

"O plano de negócio precisa estar totalmente alinhado ao plano de vida do empreendedor", resume José Dornellas, consultor em empreendedorismo e autor de livros sobre o tema. Dornellas explica que às vezes o momento pessoal de quem foi convidado para se tornar sócio não é o mesmo de quem o convidou e isso pode gerar uma atitude inadequada, que não irá contribuir. E ele adverte para uma situação bastante comum na fase inicial do negócio: é preciso dedicar-se corpo e alma e investir recursos próprios, comprometendo inclusive o padrão de vida e o tempo reservado à família. Não estar preparado para sacrifícios iniciais podem comprometer o novo empreendimento e azedar as relações familiares.

Saga empreendedora

Faz parte da rotina do consultor de carreiras José Augusto Minarelli, presidente da consultoria de outplacement Lens e Minarelli, apresentar novas opções de atuação a executivos que viram seus cargos desaparecerem nos processos de reengenharia vividos pelas empresas onde trabalhavam. "Muitas vezes, a saída está em aproveitar a bagagem acumulada ao longo de uma carreira e aplicá-la em um trabalho independente, como prestador de serviço e, para isso, o profissional precisa avaliar sua capacidade de se tornar um empreendedor", diz.

Para ajudá-lo nesta análise, Minarelli faz uma metáfora comparando a pretensão de se empreender à de uma saga, como a de realizar uma viagem interplanetária, longa e complexa. "Exige preparo antecipado, saber aonde se quer chegar, ter o conhecimento necessário para isso e forte controle emocional. Como combustível, serão necessárias determinação e habilidades múltiplas e lembrar que, no primeiro estágio, o foguete avançará de forma inversamente proporcional ao consumo".

O consultor ressalta a disposição para um trabalho árduo, na contramão da fantasia de que ao se tornar dono, será possível determinar o horário de trabalho. "Não tem mais sábado, domingo, férias, qualidade de vida. Só lá na frente, quando o negócio está consolidado e já existe uma equipe confiável e competente é que isso poderá acontecer". Além disso, lembra que o empreendedor precisa ser alguém auto-propelido, ou seja, que possui um ímpeto interno de cumprir com as tarefas sem a cobrança de um chefe. "Continuando com a metáfora da viagem, é preciso estar firme para sustentar o manche na direção demarcada e estar pronto para fazer o que for necessário para chegar à órbita escolhida no mercado", finaliza Minarelli.

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