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Controle seu estoque

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Existem várias noções a respeito de estoques. Uma escola filosófica afirma que ter um estoque é inevitável já que os custos de não possuí-los quando solicitado pelos clientes excedem os custos de mantê-los. Outra escola filosófica acredita veemente que um estoque é a raiz de toda a produção. Em outras palavras, a presença de um estoque significa que a firma está escondendo determinadas ineficiências de produção por trás dos níveis de estoque .

Este módulo foca-se na primeira escola filosófica. Se os estoques não podem ser totalmente eliminados e uma produção sem ações torna-se uma situação ideal, então os estoques devem ser, no mínimo, administrados.

O que é um estoque?

Estoque, por definição, refere-se a estocagem de qualquer item ou recurso utilizado em uma elaboração que pode estar nos seguintes formatos:

Matérias-primas

•  Serviço em andamento

•  Produtos finalizados

•  Peças componente

•  Suprimentos

Os estoques existem para permitir que as companhias possam ir de encontro às necessidades do cliente . Eles também existem, normalmente, para amenizar o fluxo de mercadorias ao longo do processo de produção, especialmente para núcleos de trabalho dependentes. . Sua principal razão de existir consiste na proteção contra as incertezas dos fornecedores. A presença de um estoque também permite a utilização máxima e real do equipamento e da força de trabalho.

Quais são os custos para se manter um estoque?

Há duas categorias de custos relacionadas ao estoque - (1) o custo de possuir um estoque, e (2) o custo de não possuí- lo.

O custo de se manter um estoque inclui o custo unitário dos materiais; o custo de solicitar ou refazer um pedido; e os custos de transporte e manutenção.

•  Quando as firmas também produzem os materiais que necessitam para produção, o custo de refazer um pedido tem sido substituído pelo custo de instalação de um equipamento ou pela realização de mudanças nas atividades.

•  Os custos de transporte e manutenção geralmente incluem os custos de estocagem, seguro contra roubo e incêndio, e administração de armazenamento .

•  O custo intangível relacionado à manutenção de um estoque consiste na perda de oportunidade associada à investimentos em estoques que poderia, de outro modo, ter sido gasto em empreendimentos mais lucrativos .

Os custos de não se manter um estoque, antes de mais nada, relacionam-se à perda do fundo de comércio do cliente e perda de rendimentos no caso de ocorrer escassez ou falta de estoque; sem mencionar a possibilidade de tais incidentes ocorrerem com clientes potenciais.

O que é o gerenciamento de um estoque?

O gerenciamento de estoques lida com controle e planejamento de estoques. O planejamento de estoques procura responder duas questões básicas:

•  Quando fazer o pedido -Esta questão relaciona-se ao conceito do ponto de refazer um pedido. Este é o sistema pelo qual qualquer material utilizado regularmente é pedido novamente quando o estoque desce para um determinado nível. Este nível geralmente é consistido em função do tempo de execução, demanda diária e estoque de segurança.

•  Quanto pedir - A quantidade a ser pedida é determinada por meio da Quantidade Econômica de Pedido .

Existem dois sistemas básicos de planejamento de estoques - (1) o modelo de quantidade fixa de pedido, e (2) o modelo de período de tempo fixo.

A política de estoques de firmas que empregam o modelo de Quantidade Fixa de Pedido consiste em pedir uma quantidade padrão quando o ponto de refazer o pedido for alcançado independente de quando ocorrer. Isto é disparado por evento e depende da demanda pelos itens. Este modelo é aplicável para:

•  Itens mais caros

•  Itens mais importantes/críticos

O Modelo de Período de Tempo Fixo consiste no outro sistema de planejamento de estoque em que a política de estoque é pedir materiais ou partes em um período de tempo determinado, independente se o ponto de refazer o pedido foi alcançado. Isto é disparado por tempo e envolve contagem física dos itens do estoque. Isto é aplicável sob as seguintes condições:

•  Menos itens caros ou críticos

•  Fornecedores/compradores podem ter pedidos recentes se eles costumam fazer visitas regulares/de rotina aos seus clientes

•  Fornecedores/compradores combinarão pedidos para reduzir custos de pedidos e transporte

Uma vez que o sistema escolhido seja disparado por tempo, você deve possuir uma média de estoque maior para se proteger contra falta de estoque durante os períodos de revisão . 

Como os estoques podem ser controlados?

Os sistemas de Controle de Estoques são projetados para monitorar os níveis do estoque e projetar sistemas e procedimentos para um gerenciamento efetivo do estoque . Ao estabelecer sistemas para gerenciar estoques, existem duas importantes áreas de decisão – (1) classificação de estoques e (2) precisão dos registros do estoque.

As estratégias de controle do estoque incluem:

•  Análise ABC – é uma técnica que classifica os estoques da companhia de acordo com três classificações baseadas no volume anual de dólares .

O volume anual de dólares é computado como segue:

ADV = demanda anual de cada item do estoque x custo por unidade

Na base do ADV, os itens do estoque podem ser classificados como segue:

Classificação

Descrição

Classe A

A ADV é alta, normalmente representando cerca de 15% do seu total de itens do estoque, mas contando cerca de 75 – 80% dos custos totais do estoque.

Classe B

A ADV é moderadamente alta, representando cerca de 30% dos itens, mas 15 – 25% do valor.

Classe C

A ADV é alta, normalmente representando cerca de 55% dos itens, mas somente 5% do valor.

Esta classificação implica que os itens da Classe A devem ter medidas de controle do estoque físico mais rígidas, previsões mais precisas e maior envolvimento por parte do fornecedor.

Ciclo de Contagem

O ciclo de contagem envolve uma auditoria contínua dos itens do estoque. Ele utiliza a classificação de itens do estoque com base na análise ABC . Existem três procedimentos importantes no ciclo de contagem :

•  Contagem dos itens do estoque.

•  Verificação dos registros.

•  Documentação das imprecisões.

•  Investigação das causas das imprecisões.

•  Tomada de ações corretivas.

O ciclo de contagem encerra-se de forma regular, mas sem aviso prévio. A freqüência do ciclo de contagem depende da classificação dos itens do estoque, como segue:

Classificação

Freqüência do Ciclo de Contagem

Classe A

Uma vez ao mês

Classe B

Uma vez ao trimestre

Classe C

Uma vez ao semestre

Adoção do 5S 

O 5S é um sistema japonês baseado em técnicas práticas de organização e envolve cinco pilares:

Palavra em japonês

Tradução em português

Descrição

SEIRI

Ordenar

Uma AÇÃO de ordenar os itens e classificá-los conforme eles forem necessários ou desnecessários. Os itens desnecessários são descartados, eliminados ou dispostos enquanto os itens necessários são gerenciados e armazenados apropriadamente.

SEITON

Sistematizar

Uma AÇÃO de colocar cada item necessário em seu local apropriado e tendo a certeza de que está bem organizado. Isto envolve o uso de etiquetas, sinalizações, sistemas de manutenção de armazenamento e registro para facilitar a estocagem e acesso a esses itens .

SEISO

Varrer

Uma AÇÃO de limpar seu local de trabalho perfeitamente, certificando-se que ele está limpo e organizado.

SEIKETSU

Desinfetado

Uma CONDIÇÃO em que o alto padrão da boa organização é mantido a fim de que não haja poeira ou mofo em qualquer lugar e que os funcionários estejam comprometidos com os primeiros 3S's.

SHITSUKE

Shitsuke

Uma CONDIÇÃO em que todos os membros praticam os 4S's acima espontaneamente, concordando com isso, como um estilo de vida e que se tornou uma cultura da empresa.

REFERÊNCIAS:

•  Lee J. Krajewski e Larry P. Ritzman, Capítulo 13 – Gerenciamento de Estoque, Gerenciamento de Operações: Estratégia e Análise , 5ª edição, 1999, páginas 543-580.

•  Donald Waters, Capítulo 18 – Demanda Independente Itens de Estoque, Gerenciamento de Operações: Produzindo Bens e Serviços , 1996, páginas 606-642.

•  Richard B. Chase e Nicholas J. Aquilano. Capítulo 14 – Sistemas de Estoque para Demanda Independente, Gerenciamento de Produção e Operações: Manufatura e Serviços , 7ª edição, 1995, páginas 544-585.

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