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Como e quando fazer uma versão mobile do seu site


O mercado de smartphones cresce a cada ano e os empresários se sentem obrigados a entrar nessa onda, mas será que vale a pena?

O mercado de tablets e smartphones está aquecido no Brasil, o que faz com que as empresas pensem cada vez mais em formas de estar em contato com seu público 24hs por dia. No entanto, optar por uma versão mobile do site ou um site totalmente estruturado tendo em vista a navegação em dispositivos móveis não é uma tarefa tão simples quanto se imagina. Apesar de precisar de pouquíssimo investimento, ou, por vezes, nem precisar, a versão móvel do site é algo que dá um pouco mais de trabalho e deve ser bem gerenciada.  Veja, a seguir, o que levar em conta para tomar essa decisão.

Analise a necessidade
Para o Coordenador do curso de Marketing Digital da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), Henrique de Campos Junior, é importante que o empreendedor tenha em mente a necessidade de seu público antes de fazer tal investimento. “Antes de tudo, ele deve ponderar se ter uma versão mobile vai ser rentável e  lucrativa. Por mais que o investimento seja baixo, é algo trabalhoso e não vale o desperdício de tempo e energia se não for benéfico para os negócios.” Para isso, três pontos devem ser destacados, e analisados da mesma forma: o lucro que pode dar para a empresa; se o produto/serviço oferecido tem o perfil e ainda, se os consumidores tem o perfil.

Em se tratando de perfis de produtos e usuários, é importante levar em conta que grande parte dos usuários de internet móvel são jovens, naturalmente mais envolvidos com as novas mídias e tecnologias, e ainda, uma grande parcela da população que nem sempre é levada em consideração: a classe C. “Com o investimento operadoras de celular na banda larga 3G, ficou muito mais barato ter internet no celular, por R$ 9 ao mês, do que ter um computador em casa” afirma Henrique. Por isso é primordial realizar uma pesquisa com seus clientes e consumidores frequentes para chegar a um consenso.

Além de analisar o perfil do usuário, o serviço ou produto oferecido por sua empresa também deve pesar na balança. “O tipo de decisão que é tomada na hora da aquisição também é importante. Por exemplo, uma mãe jamais vai escolher uma escola para os filhos enquanto anda na rua. É o tipo de serviço que não vale a pena entrar para o mobile, porque exige tempo e reflexão. Agora, se essa mesma mãe quer acessar uma das câmeras da escola para ver o filho, isso sim é válido de redimensionar.”

Menos é mais
Outro ponto que deve ser analisado é a quantidade de tráfego de dados. Um site cheio de informações visuais e textos grandes deve ser redimensionado para que não haja perda de informação e nem de usuários. Também são necessárias algumas adaptações para que a navegabilidade não seja incômoda. “O layout deve ser condizente a plataforma, já que as telas dos aparelhos atingem no máximo 7 polegadas e a navegação é feita por telas touch screen ou botões de seleção. Em muitos casos estas telas não possuem um bom grau de precisão. Os botões precisam ser grandes e as fontes legíveis”, explica Gustavo ChapChap, diretor de operações da Nocaute Comunicação e Inovação.

As situações também interferem na decisão
Em muitos casos, as pessoas acessam sites em dispositivos móveis quando precisam de informações última hora e já estão fora de casa, como um telefone ou endereço. Nesse caso, reestruturar as informações contidas no site é importante para facilitar a experiência do usuário também. “A navegação deve seguir uma ordem lógica de prioridade. Muitos usuários irão acessar a versão mobile do site apenas para obter informações de contato. Não estarão determinados a preencher um formulário como ocorre na versão tradicional.”

Não precisa mudar o domínio
Durante os acessos, acontece uma comunicação, muito rápida, entre o navegador e a página solicitada, dessa forma, o site identifica de onde vem aquele usuário e o redireciona para a sua versão web. Por esse motivo, mudar o domínio é algo desnecessário. Neste caso, deve-se levar em consideração a certificação W3C. “Existe uma quantidade enorme de browsers, e ter essa certificação permite que o site rode na maior parte deles. O que assegura a navegação.”

Site bom, mobile bom
Antes de se pensar em criar uma versão mobile, é preciso estruturar a versão web primeiro. Um site limpo, que atenda as necessidades dos clientes vai ser mais fácil de redimensionar do que um poluído. “Se a versão web for muito pesada, é melhor fazer uma reforma antes, e sempre se por no lugar do usuário para saber o que ele considera mais relevante. A internet móvel é uma tecnologia que será cada vez mais acessada, dessa forma, é importante que as empresas usem essa facilidade para ter benefícios”, conclui Henrique.
                                                              

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