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Cinco mitos sobre sustentabilidade


Ser sustentável parece ser a nova meta das empresas. As propagandas na televisão, na Internet e em quase todos os veículos de comunicação não deixam escapar o argumento socialmente responsável. Parece que ser verde é a onda do momento, mas inatingível especialmente para os pequenos empreendedores. Será verdade? Mitos é o que não faltam em volta deste assunto. Será que sou sustentável porque faço coleta seletiva? Minha empresa pratica sustentabilidade porque os funcionários não usam mais copinhos plásticos para tomar água e café? Segundo especialistas, esse é apenas o embrião da questão sustentável e cumprir o mínimo não é suficiente. É preciso pensar de forma macro futuro e em quem está a sua volta. Descubra cinco mitos sobre sustentabilidade.

Sustentabilidade só se encaixa em meio ambiente

Quando se pensa no conceito de sustentabilidade logo vem à cabeça o meio ambiente. Porém a questão é bem mais ampla. O tema está apoiado no conceito Triple Bottom Line, ou seja, sustentabilidade, na perspectiva empresarial, deve estar baseada de forma equilibrada em três áreas: econômica, humana e ambiental. Para o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), uma empresa sustentável precisar ser economicamente lucrativa, ambientalmente sadia e socialmente justa.


É possível ser 100% sustentável?

Pense duas vezes antes de sair por aí dizendo que sua empresa é 100% sustentável. Esse é um objetivo inalcançável, dizem os especialistas da área. Na verdade, existe comprometimento empresarial com o segmento, porém em alguma parte do processo haverá impacto econômico, ambiental ou social, é o que afirma o coordenador do centro de pesquisas do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Carlos Eduardo Lessa Brandão. “Ao pé da letra é difícil ser 100% sustentável, pois em algum momento a cadeia gera impacto. O que existe são empresas que estão parcialmente alinhadas com o meio ambiente e sociedade.”


Sustentabilidade é = alto custo de investimento e baixo retorno

Criar uma nova estrutura física com janelas posicionadas para haver mais entrada de luz natural, colocação de pisos claros e sistema de controle a aproveitamento de água pode ter um custo alto. Entretanto, tais medidas tornam-se um investimento como qualquer outro se for levada em conta a eficiência e redução de gastos que será obtido sem comprometer a produção. “Não é custo, é investimento. Existe um falso dilema: ou sou sustentável ou sou produtivo. Ser produtivo é estratégico”, defende o coordenador IBGC.
Esse investimento inicialmente alto se dilui ao longo do tempo e atrai stakeholders. Prova disto é a tendência mundial de investidores procurarem empresas sustentáveis para aplicar recursos. Os chamados investimentos socialmente responsáveis são aplicados em companhias sustentáveis que geram valor para o acionista em longo prazo, isto porque são consideradas preparadas para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais. Para ajudar os investidores com as ações, no Brasil existe o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), desenvolvido pela Bolsa de Valores de São Paulo. Para você entrar nesta carteira é preciso ser reconhecido pelo comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial.


Sustentabilidade é uma ferramenta de marketing

Não há como contestar: os departamentos de marketing ganharam um novo argumento para conquistar novos clientes, principalmente os mais exigentes. Ser sustentável agrega valor um diferencial competitivo. Mas, não é essa área a única beneficiada, de acordo com a presidente executiva da CEBDS, Marina Grossi. “A incorporação dos princípios da sustentabilidade ajudam as empresas a atrair e motivar talentos, aumentar a competitividade e a eficiência, reduzir custos, reduzir os riscos, influenciar novas opções de investimento e inovações em produtos e serviços.”
A sustentabilidade pode ser entendida, também, como uma boa gestão dos recursos, sejam eles humanos ou não. O retorno desse gerenciamento pode ser medido de duas formas. “Retornos tangíveis pela redução de custos ou aumento de receita, ou retornos intangíveis que estão relacionados à melhoria da reputação, minimização de riscos e um melhor preparo para enfrentar futuras restrições às emissões”, pontua Marina.


Ser sustentável só depende de mim

Para ser sustentável sua empresa precisa garantir que todo processo produtivo seja “verde”. Por isso, quando for procurar um novo parceiro, conheça-o antes e descubra mais sobre o processo de produção, considere o tempo de vida útil e a forma de descarte do produto, verifique se ele está certificado nos órgãos competentes. Também é preciso que a sua empresa analise seus stakeholders atuais e comece a estimulá-los a aderir às práticas sustentáveis, mesmo que essa seja uma tarefa complicada. “Não é fácil influenciar a cadeia, antes é preciso mapear e criar estratégias de sustentabilidade na área de influência”, diz Brandão.

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